Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

Não Se Mente Às Crianças!

Eu e o N. fomos às compras. Tínhamos falta de algumas coisas, pegamos nos sacos e no Pimentinha e dirigimo-nos ao carro. Nos dias em que não está muito calor, o Pimentinha vai connosco às compras, ficando no carro com vidros e tecto de abrir, abertos,

 

Quando voltámos para casa, estavam uns putos a jogar à bola no jardim que pararam para nós passarmos. O N. trazia o Pimentinha pela trela e passa junto de um dos putos, que lhe pergunta:

 

- Porque é que ele (o Pimentinha) tem os olhos vermelhos?

 

- Porque é vampiro... Não vês os dentes dele e tudo?- responde o N.

 

Eu explico: o Pimentinha tem uma membrana do olho que de vez em quando lhe sai para fora e vê-se uma parte vermelhinha no olho. Este problema só pode ser resolvido cirurgicamente e como não está a afectar a visão e os tempos estão maus... ainda não foi à faca!

 

O puto faz sempre a mesma pergunta quando vê o Pimentinha e o N. como tem sempre resposta na ponta da língua... pimba!

 

 

Cambada de Asnos!

Se há coisas que me irritam é gente incompetente, gente que finge que trabalha, que trabalha à balda sem brio nem responsabilidade. Se está bem feito ou não, não interessa. O que interessa é aparecer feito mesmo feito à balda.

 

Estou com um imbróglio do caraças por causa de uns livros escolares. Quer dizer, eu não mas no fim das contas que tem de mexer os cordelinhos sou eu. Resumindo, o que aconteceu foi o seguinte: os CTT foram entregar os livros à escola, quem os recebeu assinou sem conferir se estava tudo direitinho e no fim deu... m€rd@.

 

A editora mandou três caixas, os CTT entregaram duas e a secretaria assinou como tendo recebido três. Além de que os CTT afirmam a pés juntos que entregaram as três caixas pois eles têm de pistolar o código da encomenda no local de descarga. Ora isto deve ter sido feito... mas dentro da carrinha deles!!!

 

Revolvi toda a escola na esperança da caixa ter sido levada por alguém para outro sítio mas nem vestígios dela. A única resolução é a escola pagar os exemplares extraviados e a editora mandar exemplares que são free samples, o que significa que não podem ser facturados aos pais.

 

Tendo em conta a delicadeza do problema e não querendo lixar a pessoa da secretaria, expus-lhe a situação e deixei-a à vontade para ser ela a contar o problema ao director. Ao fim e ao cabo o problema foi um "descuido" dela. Ela confiou e assinou sem conferir. Mas eu já falei com ela na sexta-feira, pelo que teve todo o dia para falar com o director.

 

Hoje cheguei lá e perguntei se tinha tocado no assunto ao director. É que EU tenho de dar uma resposta à editora para me poderem mandar os livros e eu conseguir trabalhar em condições e ainda me enviarem outros livros que faltam. Então não é que ainda não tinha dito nada?! Expliquei que tenho de dar uma resposta o mais rápido possível à editora pois eles estão à espera. À hora da minha saída, ainda não tinha dito nada de novo. Disse-me que ia falar no assunto amanhã.

 

Compreendo que é uma situação delicadíssima e que tem de ser tratada com luvas de pelica pois quem vai sair prejudicada é a escola por um "descuido" de uma funcionária. Mas eu também tenho que fazer o meu trabalho, certo? O que fariam vocês? Falariam com o director, passando por cima da pessoa da secretaria ou aguardariam?

 

Por recomendação da editora e por causa dos registo dos CTT colado nas caixas, guardei-as numa sala onde ninguém mexe. Quer dizer, ninguém mexia! Escrevi nas caixas em letras garrafais, bem grandes "NÃO DEITAR FORA". Tive de ir à tal sala e não é que estava tudo modificado?! Deu-me logo vinte coisas más! Mas onde estariam as minhas caixas? Vi lá resmas delas, só as minhas não encontrei.

 

Quem tinha andado a arrumar aquilo foi o Donaltim. Hoje encontrei-o e perguntei pelas caixas. Disse-me que as deitou fora. Só me apeteceu engoli-lo! Depois expliquei-lhe o sucedido e disse-lhe que aquelas eram as únicas caixas que não podiam ter ido para o lixo, e que se precisarmos dos códigos estamos entalados. Resposta do Donaltim, com o seu ar de tolo, pateta e idiota, com um sorriso nos lábios "ah, por acaso vi lá que as caixas diziam não deitar fora mas deitei fora na mesma." Epá, o que é que apetece fazer a um gajo destes?! ainda não o vi fazer nadinha de jeito... fokas!

 

Se umas editoras funcionam bem, outras nem por isso. Desde o início de Setembro que froam pedidos os livros e até hoje... nickles. Liguei, mandei mails, sms e nada! Hoje liguei de novo. Apanhei a representante que me disse que ia averiguar o que se passava e já me ligava ou mandava sms... está bem que o dia ainda não acabou mas quando me vai dizer alguma coisa? Pelos vistos também já não é hoje! É que nem responder à porcaria de um mail é capaz... Estou mesmo a ver-me a mudar de editora para o ano, ai tou, tou!

 

Agora digam-me lá: sou eu que sou muito piquinhas e comichosa ou é esta gente que não tem responsabilidade nenhuma e faz tudo à balda?

 

Ídolos-Comentários Em Directo.

Enquanto corrijo alguns testes diagnósticos, estou a ouvir os ídolos e não resisto a colocar os meus comentários ácidos aos cromos que têm a coragem de aparecer:

 

- ai will nota fól

podes fólar _ cais - para onde quiseres menos para cima de mim! Chiça!

 

- este morrow

hummm... não pode ser "aquele" morrow? Ah já percebi... queria dizer hoje mas enganou-se e disse este morrow...

 

- rap-pimba? pão pão pão e cum mãnteiga é tão bão...!

nem tenho palavras para dizer... ó pimpolho... vai-te afogar! Autocolante do caraças...

 

(em constante actualização... :P)

O Lecter Tuga

 

Desengane-se aquele que entrou aqui com o intuito de ler um post sobre canibalismo, artes talhantes ou de curtir o couro, ou o coirato como se diz em Tuga mais simplório. Não. Para nojices bastou o post anterior. Portanto, se quiserem, podem ir ali ler outros postezinhos mais ou menos interessantes, conforme os gostos e as disposições.

  

Costuma apanhar o autocarro comigo um homem que é uma cópia pobrezinha, mas fiel, do famoso Tóino Hopkins ou de forma mais cinematográfica, Anthony Hopkins na versão Hanibal Lecter. É uma cópia de qualidade fraquinha, de Tuga sem um tostão, estão a ver?

 

O homenzinho é estranho. Tem cerca de 60 anos, gadelhinhas ralas e compridas, de tom loiro-gema de ovo mas desconfio que pintadas. Tem os mesmos olhos azuis do Tóino Hopkins e igual intensidade no olhar (aquele olhar do Lecter que dá para ver as nossas entranhas).

Depois tem uma atitude observadora incómoda, perscrutante, que nos consegue ler o que nos vai na alma, como um predador que escolhe a sua presa. Brrr!

 

Gosta de se sentar nos lugares que vão de costas, de forma a ficar de frente para os passageiros do autocarro e dar conta do que se passa enquanto observa as pessoas. De vez em quando, olha de soslaio para a janela, para distrair a vista do seu foco principal: as pessoas.

 

Um dia destes, entrou um moço que deixou cair um bilhete. O homem, com um gesto simpático, apanhou o bilhete e tentou entregá-lo ao rapaz. Mas em vez de falar com o rapaz, não. Desatou a abanar o bilhete no ar, com um ar efeminado e com um olhar cintilante de excitação. Para grande pena sua, o rapaz rejeitou o bilhete.

 

Agora pergunto eu: De onde vem este Tóino Hopakines Tuga? Será gay? Será o Lecter disfarçado de Tuga em tempo de crise? Será o Tóino Hopkins de Hollywood que anda por aqui a passear disfarçado de pelintra? Ou andará a fazer algum filme sobre Camões? Será o Lecter refugiado? Se houver recompensa eu sou a primeira a denunciá-lo. Na, na, na... eu fui a primeira... se quiserem... fila!

O que é que vocês acham?

O Violador De Animais

 

Malditos ares condicionados dos autocarros! Estão todos sujos e depois mandam para dentro dos autocarros todas as espécies animalescas que provocam alergias. E eu, que sou uma esponja destes seres energúmenos, fico logo aflita. Hoje é só espirranço mesmo com medicação. Um dia ainda hei-de ser dona de uma fábrica de lenços de papel!

 

Continuando, para ver se me aliviava mais um pouco a #&$%@€ da alergia, fui até ao café beber um e espreitar a papelaria. Quando regressei a casa, a TV estava ligada e eu apanho uma notícia já pelo meio mas que é no mínimo surreal! Eu nem queria acreditar no que estava a ouvir...

 

Um fulano, de Proença-a-velha, violava, pelos vistos, todos os animais que avistasse. Segundo o testemunho dos donos dos animais, ele violou ovelhas, burros, cabras e galinhas. Violava e violentava. Deixava os animais muito mal tratados ou até mortos. Inclusivamente até roubou mais de cento e tal galinhas a um dos vizinhos. Seria para as comer? Concerteza que com a boca não.

 

O resultado final deste comportamento descontrolado que este homem manifestava, foi a sua morte com uma facada no peito. Quem foi? Porque foi? É essa a investigação a que a PJ desencadeou.

 

A notícia está aqui.

Ó Dia Do Catano!

 

Tive uma noite terrível: mais uma vez aquela insónia inexplicável que não me quer abandonar porque diz que gosta muito de mim e que é muito minha amiguinha, depois veio a visita da invejosa... aquela, a outra que também não me larga... a parva da alergia. Fui buscar o comprimido que me tinha esquecido de tomar e assim esperei resolver o assunto das duas visitas noturnas indesejadas.

 

Mas claro que isto não ia dar coisa boa. Tinha planeado levantar-me cedo para acabar de ver uns testes diagnósticos pois os últimos que vi foi na companhia da minha homónima apresentadora do programa "5 para a meia noite" da RTP 2. E como já eram 5 para a meia noite (onde é que eles já iam!), resolvi ir assentar ideias para cima da minha almofada e dar descanso à pobre caneta laranja que foi a vítima escolhida para avaliar os meninos.

 

Eu disse que tinha planeado quê? Ah, levantar cedo! Mas não disse quando, pois não? É que se não fosse a minha mãe a acordar-me, ainda esta hora estava qual Bela Adormecida a ressonar dormir o sono dos justos que é como quem diz, com a moka do anti-histamínico.

Ainda consegui fazer qualquer coisita antes de me pisgar para a pinguinolândia a voar. A meio do caminho, pimba!, tive de voltar para trás! Boa, por acaso até nem estava nada atrasada...

 

Cheguei à paragem do autocarro e lá fiquei eu a apanhar banhos de sol. Esperei placidamente (quase a roer as unhas) até que veio Sua Majestade, o autocarrinho. Mas mal entrei começo a ouvir um scriiiinch! Eh lá... isto é mau sinal. Bom, resta dizer que três paragens abaixo, o autocarro encostou e tínhamos o "paramédico" à espera do dito cujo e outro autocarro novinho em folha à minha espera. Mais um atraso mas pronto.

 

Cheguei safe and sound à paragem do autocarro seguinte. E como hoje era o dia das secas, lá esperei eu por Sua Majestade e sua comitiva - entenda-se autocarro de fole - que para além de vir atrasada ainda ia ao ritmo de procissão. Só me apeteceu dizer @§@£€§@£€. Bom, não disse mas escrevi agora.

 

Quando, finalmente, cheguei à Pinguinolândia constatei que as cópias que eu tinha deixado para serem feitas tinham desaparecido!!! Andei de sala em sala para ver se tinham ido agarradas com as de alguém. Senti-me uma tonta de quem duvidavam que tivesse realmente lá deixado materail para ser copiado. Depois de muita busca, a pinguin-mor descobriu, por acaso, que estavam juntas com uma papelada dela. Ora fokas para ela! Andei eu feita tonta às voltas sem necessidade nenhuma pois se a dita cuja tivesse visto bem onde mete as coisas para fotocopiar, tinha-me poupado umas voltas à pista de gelo... (lol)

 

Para terminar o dia, adivinhem lá quem veio fazer uma visita? Cá vão umas pistas: é mensal, é do benfica e é chata cumó catano!Argh! {#emotions_dlg.angry}

Um Dia A Cama Vem Abaixo!

 

 

Já era tarde e, depois de terminarmos de ver um filme, fomo-nos deitar. Enfiamo-nos na cama, batemos palmas intimamente porque os sacanas dos vizinhos do outro prédio não se esqueceram da água do autoclismo ligada, e fechámos as nossas pálpebras com um sorriso no rosto, as mãos dadas e a felicidade no coração. Mas isto durou pouco tempo…

 

Começámos a ouvir uns ruídos estranhos… Mas que raio…?! Calámo-nos e ficámos a escutar… nheck nheck para aqui… nheck nheck para ali… Eram uns sons fantasmagóricos, de casa mal assombrada. Ainda nem sequer é Halloween… Seria uma porta ou uma janela mal fechada? Não. E foi aí que percebemos o que era. Ah pois é!

 

Nheck! Nheck! Nheck! E nunca mais acabava. Eu e o N. estávamos à espera, a qualquer momento, de ouvir um estrondo brutal. Não é por nada mas o casal que está a viver na casa por baixo de nós, neste momento, são duas almôndegas XXXXL, ou seja duas bolinhas de carne.

Pelos vistos a cama deve ser feita de contraplacado pois a coitada gemia que se fartava e os parafusos pareciam remadores de kayake em sincronia, para trás e para a frente. A parede também já não estava a apreciar esta empreitada e encarava a coisa comportando-se como um rochedo intransponível.

 

A velocidade aumentava, o nheck nheck apressava-se desesperado até que se sentiu uma pausa e o barulho do vapor a descarregar – Puuuu!* Depois a empreitada continuou ao mesmo ritmo. Finalmente, a calmaria…

 

Passados alguns minutos, voltamos à empreitada furiosa. Ó valha-me Deus que esta noite não dormimos! Nheck! Nheck! Nheck! Ai que é agora que a cama se desmancha! – Pensámos nós ao mesmo tempo que preparávamos os dedos para enfiar nos ouvidos, na tentativa de minimizar o susto. Mas a cama lá resistiu estoicamente, os parafusos recuperaram as forças, a parede serenou e instalou-se o sossego. Todo o prédio pode, finalmente, adormecer após uma noite de tanta tormenta.

 

*Uma ventosidade anal potente!

Coisas De Pinguins.

Estou de volta à pinguinolândia. Sim, é verdade mas não é na Antartida com muita pena minha. Para descobrirem onde fica esta pinguinolândia, vou dar-vos algumas pistas:

 

- Vivem numa casa grande;

- Andam sobre duas patas;

- Vestem de preto e branco;

- Tentam lixar com F grande o pessoal todo;

- Ditam a lei mesmo que esta seja da Era da Pedra Lascada.

 

Ah e faltou acrescentar que euando morrerem vão direitinhas para o inferno.

Já adivinharam? Pois é isso mesmo, voltei para o tal sítio onde também dou aulas. Mas fui às escuras, tipo de olhos vendados e às apalpadelas. é que enquanto na outra escola está tudo organizado e temos a informação sempre em dia e formas de comunicar é o que não falta (facebook, twitter, moodle, site, mail, MSN, telemóvel, rede fia, etc.), na pinguinolândia não há nada. Quer dizer, não há porque as pessoas não querem, não fazem um esforço e quanto menos progresso houver, melhor. Resta um telefone fixo, que não vale a pena ligar pois corre as salas todas e não se encontra a pessoa com quem se quer falar, e um telemóvel da pinguim boss, que não é atendido e nem liga a sms. E não é o caso de não as saber ver.

 

Ontem levei o dia todo a ligar e a mandar sms à pinguim boss. Responderam vocês? Assim respondeu ela! Devia estar muito ocupada a olear as asas (é que no halloween elas transformam-se em morcegos!) e eu, reles e comum mortal, fiquei-me com o silêncio do lado de lá. E porquê tanta insistência minha? Queria nada mais, nada menos do que saber o meu horário de trabalho. É justo, não?

 

Como não obtive qualquer resposta nem ontem nem hoje, fui apresentar-me hoje à hora que eu costumava dar aulas. Quando lá cheguei fui logo falar com a pinguim boss, afinal precisava de saber para onde ia e como era. Agora vejam lá o que se passou:

 

*(MP = Miss Pepper; PB = Pinguim Boss)

MP*: PB, ontem fartei-me de ligar para si e mandar sms para saber do meu horário...

PB*: Pois, tivesses vindo cá... Só olhei para o telemóvel já era meia noite e tal (isto ontem, hoje de manhã não teve tempo de me dar uma ligadela, né?)

MP: PB, não pude vir antes porque comecei as aulas mais cedo no outro lado...

PB: Tivesses vindo cá antes... (ora bardamerda! OOPS!)

MP:.... (sem comentários a não ser que a tivesse mandado para um sítio que eu cá sei)

 

O horário está uma autêntica mixórdia, uma salganhada sem pés nem cabeça e ainda tem de ser reformulado. E isto porquê? Porque as pinguins querem dar graxa fazer as vontadinhas ao macho lá do sítio. Devem ter esperança que um dia ele lhes peça para rezar... hihihi! Ajoelhou, vai ter de rezar! Ou que ele use a sua vassoura para lhes tirar as teias aranhas... das salas delas.

 

Sei que comecei as aulas atabalhoadamente e como pude, tipo assim em cima do joelho (não gosto nada disto assim). Mas o top do dia, o auge, diria até o clímax do dia foi... quando a pinguim boss se colocou a ouvir atrás da porta!

Estava eu a explicar o que queria para trabalhar numa turma, quando ela surge voando a dizer que eu não podia pedir aquele material porque os pais se tinham queixado e que andava tudo desorganizado. Bem, esta foi a maior mentira que já ouvi desde o século passado. Foi ver o nariz dela a crescer, crescer, crescer... Até tive de abrir uma janela com o pretexto de estar calor, mas que na realidade era para o nariz dela sair em vez de partir o vidro.

 

Depois expliquei-lhe por A mai sB o porquê do material e disse as palavras-chave: está no programa e é isto que o ministério diz para fazer. Mudou logo de conversa. Olha a porra, agora já nem posso pedir material - que é normalíssimo - que é necessário para as minhas aulas só porque a ela não lhe apetece?! Meu Deus dá-me força, senão eu corto-lhes as pontas das asas!

 

E foi assim o meu segundo "primeiro dia de aulas": Desmotivante, enervante calmo e num ambiente cínico amistoso e verdadeiro!

 

Enganada.

 

Ia eu para a escolinha tão feliz e contente mentira!, fervendo de calor, a saltitar com a malinha na mão em direcção à paragem do autocarro, quando este passa e me ignora totalmente. Coloquei a minha malinha no banco da paragem e sentei-me ao seu lado, muito sugadita com as minhas mãos, de unhas pintadas de rosa, nos joelhos.

 

Finalmente, chega um outro autocarro. Entrei e sentei-me no único lugar existente no autocarro: ao fundo, no meio da putalhada que vinha na escola. Lá gramei com umas pitas histéricas, umas músicas de telemóvel estranhíssimas e vozes esganiçadas de miúdos a caminho de serem homens.

 

Até que olhei para o lado. Iaics! Qué isto? Estou a ver bem? Estavam duas miúdas aos beijos na boca uma com a outra! Mas uma coisa super intensa. Eram daqueles beijos que iam às profundezas do ser, daqueles que dá para fazer um exame completo à garganra e gengivas, daqueles que até fazem lavagens estomacais.

O homenzinho que ia sentado ao meu lado não conseguia afastar os olhos dali. E eu que não sou de ficar com os olhos pregados em "coisas incomuns" de se ver, ainda dei uma ou duas espreitadelas pelo canto do olho.

 

Entretanto mudei de lugar para me sentar à sombra - já tinha a moleirinha esturricada - onde fiquei até chegar à última paragem. Saí sem pressas e foi aí que constatei que afinal...

ela era ele!!!!*

{#emotions_dlg.blink}

 

* fui muita bem enganada!

Pág. 1/2